quinta-feira, 6 de março de 2008

Texto Adriano Castro

Esta é a sétima exposição de gravuras que produzimos aqui na Bahia, desde o lançamento da mostra “Sim Gravura” no ano de 2005 na galeria do EBEC. Das dificuldades do início, onde tudo é desconhecido e por isto mesmo fascinante e desafiador, mas passando também pelas histórias de sucesso das exposições não gravura no Solar Ferrão, “O que é que a gravura tem?”, na galeria Cañizares das inesquecíveis viagens com os amigos para Feira de Santana para realizarmos mais uma exposição, desta vez no Museu de Arte Contemporânea, onde afirmávamos com toda convicção “Aqui Gravura”! Tudo isto em 2005 em 2006, após percebermos que tínhamos em mãos diferentes matrizes das diversas variantes que a gravura proporciona, tais como xilogravura, monotipia, linóleo, serigrafia, gravura em metal, litografia, etc. resquícios das exposições anteriores. E que com aquele material seria possível realizarmos mais uma mostra, voltamos a galeria EBEC para a exposição “Matrizes”. no ano seguinte em 2007, recebemos um convite da galeria ACBEU para que apresentássemos uma mostra de gravuras, que se chamou “Mais Gravura”. Portanto desde a primeira exposição muita, muita coisa aconteceu.

E qual o problema se alguns artistas preferem acomodar-se a formatos jurássicos da contemporaneidade, que ditam que a gravura morreu e foi superada pela arte extravagante e insólita dos meios “multimídias”, se o discurso de marketing de “compromisso com a arte“ não se reflete em ética, honestidade, e valorização da nossa cultura? Estas são exceções infelizes. Olhando para trás, temos o orgulho de termos realizados tantas exposições de gravura baiana, com artistas cujo sucesso vem da vanguarda, da ousadia e de reais valores comprometidos com a gravura e a arte baiana. E estes confiaram em nós. Por isto agradecemos e por isto temos orgulho de termos tido ao lado gente como Juarez Paraíso, Sante Scaldaferri, Mestre Duda, Mário Cravo, Juraci Dórea, Márcia Magno, Chico Macêdo, Eneida Sanches, Julian Wrobel, Terezinha Dumet, Matilde Matos, Claudine Toulier, Roaleno Costa e César Romero. A gratidão a artistas, críticos de arte, instituições e pessoas que se tornaram parceiros, e da saudade que as lembranças trazem.

Mas de um modo muito especial, quando recebo uma palavra de incentivo, quando alguém vem ao meu encontro e me fala de seu carinho pela gravura. Sem nenhum interesse. Sem buscar ganhar nada. Apenas, por que viu o esforço e a dificuldade que é de ter que realizar uma mostra de arte, (ainda mais de gravuras),no Brasil. Isto não tem preço.

O meu obrigado a todos as pessoas amantes da gravura e da arte, em especial a William A., Adalberto Alves e Baldomiro que acreditaram num sonho que nós tornamos realidade. E que nesta exposição “2008: Gravuras Baianas”, aqui no Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana, se faz presente.

Adriano Castro 2008

2 comentários:

jennifer disse...

adoro gravuras. vc conece os gravuristas de sampa?

Vilella Terra disse...

Vocês são MAAAAASSSSSAAAA!!!!!!